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J   u   m   e   n   t   o   s

Você sabia?

• Que um costume antigo é dar um nó na cauda dos muares antes de montar?
É um costume do século passado, quando muares eram largamente utilizados como principal meio de transporte nas longas viagens. Com o rabo amarrado, o animal não sujava o cavaleiro (ou amazonas), após passas em terrenos alagadiços, com lama.

• Uma crença antiga é que esquecendo o nó a cauda atado ao soltar o animal para o pasto, no dia seguinte vem uma tremenda dor de barriga. Será?

• Voce sabe qual é a origem do nome jegue?

Jegue é a denominação dada aos pequenos jumentos nordestinos, também conhecidos como jericos. O nome Jegue surgiu da palavra "Jack", em inglês. No século XIX, um grande numero de ingleses construindo ferrovias no nordeste chamavam estes animais por "jack" (jumento em inglês). Os nordestinos, demonstrando o tradicional jeitinho brasileiro, "traduziram" para jegue.

• Voce sabe como é comemorado o dia do trabalho em algumas cidades nordestinas?
Com a "Corrida do jegue", uma grande festa com muita comida típica e música noite a dentro, sem hora de acabar. Tudo isto só para homenagear os maiores trabalhadores do nordeste, os jegues. Ao longo do dia, diversos páreos de corrida de jegues são disputados, até a escolha do grande campeão da festa.

• Voce sabe o significado do ato do muar rabejar (oscila a cauda) durante um concurso de marcha?
É um indicativo de que o animal tem temperamento inquieto, ou está sentindo dor.

• Voce sabe o significado do ato de abanar orelhas durante um concurso de marcha?
Pode ser um indicativo de animal com pouca resistência.

• E muar de rabo mais cheio e longo, o que pode indicar?
Mais semelhança com o equino e quase sempre um animal de bom temperamento de sela.

 

C   a   v   a   l   o   s

Você sabia?

 • No Brasil, onde uma grande parte da população eqüestre não recebe bons tratos, o tempo médio de vida gira em torno dos 23 anos, enquanto a média em países desenvolvidos ultrapassa os 25 anos, sendo frequentes os casos de animais que morrem com idades acima dos 30 anos.
O recorde mundial de longevidade permanece com o garanhão Old Billy, que viveu 62 anos..... ( 1760 a 1822 ).
Você sabe relacionar a idade do cavalo com a idade do ser humano? Veja no quadro abaixo:

Cavalo
Ser humano
1 ano 10 anos
4 anos 17 anos
10 anos 35 anos
15 anos 50 anos
20 anos 60 anos
30 anos 80 anos
33 anos 90 anos

 • Existem no mundo quase 300 raças de cavalos. O Brasil participa com 13 raças.

 • O recorde mundial de velocidade para cavalos é de 69 km/h. Os cavalos mais velozes do mundos são os da raça Puro Sangue Inglês (PSI).

 • Mas a corrida mais longa da história - total de 1900 km - foi vencida por um garanhão a raça Árabe, de nome Emir, criado no Egito.

 • Os cavalos mais resistentes do mundo são os da raça Árabe. Esta "fortaleza" foi moldada nos desertos do Egito.

 • A prova de enduro mais longa do mundo é a Tevis Cup - total de 160 km -, realizada anualmente nos Estados Unidos. Os cavalos de sangue Árabe sempre conquistam as primeiras colocações. A marca recorde é impressionante: 4,5 horas, o que representa uma velocidade média de 35,5 km/hora.

 • O menor cavalo do mundo mede 18 cm. (uma miniatura de Poney argentino, criado como um cachorrinho de estimação dentro de casa).

 • Os cavalos mais altos do mundo chegam a medir em torno de 1,80 m (altura da Cernelha). Pertencem à raça alemã Westfalen, uma especialista no Hipismo Clássico.

 • Você sabia que existem inúmeros andamentos curiosos, bem diferentes dos convencionais, que são o passo, trote e galope?

• A própria marcha, em suas modalidades executadas por várias raças brasileiras - marcha picada, intermediária e batida, são andamentos peculiares, que despertam curiosidade e interesse pelo Brasil afora.

• Ainda no Brasil, temos a Marcha Trotada, que é um andamento muito elegante, no qual os membros elevam-se e flexionam-se com muito vigor, gerando uma mecânica de sustentação com base em apoios bipedais diagonais, quadrupedais ou monopedais. Tecnicamente, no primeiro caso, será um andamento saltado, do tipo trote. Nos outros casos, será um andamento marchado, pois o animal não perde o contato com o solo, e o andamento pode ser denominado de Marcha Trotada, pois é uma fase de transição, entre a marcha propriamente dita e o trote.

• Na América do Sul, América Central e Estados Unidos, a raça Paso Fino tem uma modalidade de marcha bastante intrigante, denominada de "Fino", na qual o animal marcha, quase sem sair do lugar. É um andamento natural, de exibição. 

• Mas o Paso Fino é um cavalo versátil, além do Fino, que é específico para algumas linhagens, também executa as modalidades de marcha no "corto " e no "Largo". Este ultimo, é explêndido, a marcha em velocidade máxima, penalizando-se as trocas para o galope. No Brasil, o "Largo" já é julgado em competições no Estado da Bahia. Em Minas Gerais, estas 
provas recebem a denominação de "Máquina Quente".

• Nos Estados Unidos, o Tennesee Walking Horse, executa um tipo de andadura desunida, chamada de "Running Walk", ou, traduzindo , "passo de corrida". Para executálo, o animal usa calços acima de 10cm de altura nos cascos, provocando a elevação excessiva dos anteriores. Com o aumento da velocidade, os posteriores avançam sob a massa corpórea, 
resultando na ultra-pegada, ou sega, os cascos posteriores ultrapassam os rastros deixados pelos cascos anteriores.

• Ainda nos Estados Unidos, outra raça de andamento curioso é a Missouri Fox Trot, ou "trote de raposa", que executa uma marcha batida, porém marcha com as mãos e caminha com os pés. É isso mesmo, acredite se quiser!

 • Apesar de teimosos, os jumentos são muito inteligentes, demonstrando boa memória, o que para um bom tratador facilita o manejo da criação;

• Os muares demonstram grande sensibilidade da audição, assimilando com facilidade e rapidez os comandos vocais no processo da doma de sela e nos serviços de atrelagem;

• O tato é outro sentido muito desenvolvido nos muares, principalmente através dos cascos. É raro um muar pisar em terreno desconhecido com algum grau de periculosidade;

• Alguns muares que durante o dia marcham com orelhas em descanso, à noite estas levantam-se, adquirindo firmeza e mobilidade, indicando maior atenção do animal, ao pisar sobre o que seus olhos não conseguem enxergar;

• A inteligência desenvolvida é uma característica de burros e mulas, em contradição ao sentido dos nomes que receberam;

• Curiosa também é a contradição do nome "mata-burro" - rampas em cimento, ferro ou madeira, em substituição às pequenas pontes. Não há registro de qualquer muar que já tenha caído em um mata-burro, ao contrário de outros animais e do próprio ser humano...;

• Os muares são imbativeis na eficiência com que se locomovem ao longo de trilhas estreitas, sinuosas, pedregosas, acidentadas e íngremes em regiões montanhosas;

• Quem já viu pela primeira vez o trabalho de muares transportando cargas altas, pesadíssimas e desconfortáveis, nas regiões canavieiras e cacaueiras do nordeste, certamente se impressionou pela firmeza, destreza e força destes animais;

• Da mesma forma, é de se admirar a inteligência, habilidade e desenvoltura de uma tropa de burros cargueiros seguindo o líder (madrinha com sinetes), com aqueles enormes balaios carregados, geralmente de milho ou café, para descarga nos paióis ou tanques de recepção do café bruto;

• Sob quaisquer circunstâncias de perigo o muar reage com prudência, e não com reações afoitas, típicas do equino. Essa afirmativa pode ser comprovada em uma cavalgada urbana. Carros, sons e pessoas assustam bem menos os muares;

• Nas cavalgadas, a regularidade e a resistência dos muares são impressionantes;

• Ao longo da doma, o muar solta calor aos poucos, ao contrário do equino, que tende a mostrar calor logo na primeira montada;

• Os jumentos, pela rebeldia natural e "queixo duro", barras menos sensíveis, reagem com rebeldia ao processo da doma e na equitação;

• Os jumentos são preguiçosos, linfáticos e de pouco calor;

• O muar demonstra um incrível senso de direção e "malandragem". Gosta muito de acompanhar uma "madrinha". E quando solto longe da fazenda onde vive é capaz de viajar quilômetros para retornar, passando por vários obstáculos, como cercas, matas, rios, etc. E quando não quer trabalhar, procura esconderijos em seu pasto... Na verdade, como pode ser entendido, Burro não tem nada de burro, só o nome.

 

 

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